Linfedema

Você sabe o que é linfedema? Te explico!

O linfedema ocorre quando um fluído corporal, conhecido como linfa, se acumula nos tecidos moles do corpo, habitualmente braços, pernas e face.

O sistema linfático é constituído por vasos e gânglios linfáticos que se distribuem por todo o corpo. Os vasos linfáticos transportam a linfa para os gânglios linfáticos. A linfa é constituída essencialmente por água, proteínas e resíduos provenientes das células. Os gânglios linfáticos, por sua vez, filtram os resíduos, devolvendo o líquido ao sangue.

Se os vasos ou gânglios forem lesados ou removidos, a linfa pode acumular-se, provocando um aumento de volume dos braços ou pernas afetados, conhecido como linfedema.

O linfedema pode ser hereditário (ou primário), em que a pessoa nasce sem vasos ou gânglios linfáticos. Contudo, mais frequentemente, o linfedema é adquirido (ou secundário), provocado por lesões no sistema linfático.

As causas mais comuns do linfedema são:

  • Cirurgia com remoção dos linfonodos.
  • Radioterapia na região dos linfonodos.
  • Câncer metastático.
  • Outras doenças relacionadas com o sistema linfático.
  • Queimaduras.

Em casos de dissecção dos linfonodos, o sistema linfático buscará mecanismos de compensação na tentativa de suprir a ausência dos linfonodos retirados, adequando assim, a capacidade de transporte da linfa. Se esse mecanismo de compensação for insuficiente o linfedema poderá aparecer.

Os pacientes com linfedema podem apresentar sintomas como:

  • Inchaço indolor que começa nas mãos ou pés e progride em direção ao tronco ou ainda submandibular e facial.
  • Sensação de braços ou pernas pesados.
  • Uso de anéis, relógios e roupas tornam-se difícil devido a que ficam muito apertados.
  • Pele lisa ou brilhante.
  • Marcas ou espessamento da pele quando pressionada.
  • Hiperqueratose.
  • Pele similar a casca da laranja.
  • Desenvolvimento de verrugas ou pequenas bolhas.
  • Menor flexibilidade do punho ou tornozelo.

Para confirmar o diagnóstico de linfedema, podem ser requisitados alguns exames, como:

  • Ressonância magnética nuclear (RMN) ou Tomografia computadorizada (TC) para detectar, nos tecidos internos, padrões característicos de linfedema;
  • Eco-Doppler – muitas vezes necessária para excluir a presença de um trombo nas veias da perna (fazendo o diagnóstico diferencial);
  • Linfocintilografia – aplicação de uma  substância radioativa em baixa dose, para traçar o fluxo da linfa através dos vasos linfáticos.

Classificação

  • Grau I – Linfedema reversível com elevação do membro e repouso no leito durante 24-48 horas, edema depressível à pressão.
  • Grau II – Linfedema irreversível com repouso prolongado, fibrose no tecido subcutâneo de moderada a grave e edema não depressível à pressão.
  • Grau III – Linfedema irreversível com fibrose acentuada no tecido subcutâneo e aspecto de elefantíase.

Tratamento

Tratar o linfedema tem se tornado algo cada vez de mais fácil acesso. Conhecer o seu corpo, enteder como o linfedema aparece e o que pode piorar são fatores essenciais na hora de aprender a se cuidar.

Isso mesmo! Hoje, com diversos recursos disponíveis no mercado, é possivel fazer uma boa parte do tratamento em casa. Aprender a se enfaixar e usar dispositivos indicados para o seu caso torna o tratamento muito mais facil.  No consultório eu avalio, trato com diversos recursos, de acordo com a indicação para o seu caso, e te ensino a se cuidar em casa sob minha supervisão.

Já é comprovado que apenas drenagem linfática não traz beneficios no tratamento do linfedema. Então, nada de sessões diárias de drenagem, de idas diárias ao consultório, hoje em dia temos diversos recursos que permitem parte do tratamento com cuidados em casa.

Utilizamos recursos como enfaixamento inelástico ou de curta extensibilidade, ondas de choque, laserterapia, endermoterapia, bombas pneumáticas, taping, dentre outros.

Esses recursos, somados aos 20 anos de experiência, trazem resultados repidos e em poucas sessões. 

Aqui no consultório eu não trabalho com protocolos de 10 sessões e não trato todos igualmente. Lembre-se que cada caso é um caso e deve ser avaliado individualmente e o protocolo de tratamento desenvolvido de acordo com suas necessidades. 

Lembre-se: O uso de diuréticos não é recomendado como uma forma de tratamento.

Se você foi diagnosticado com linfedema e quer reduzir o volume do membro e quer ter qualidade de vida, eu posso te ajudar. 

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